Acessibilidade da região Nordeste de Belo Horizonte atrai moradores

Bairros como Cidade Nova, União e Fernão Dias são procurados por pessoas que desejam morar com tranquilidade, acessibilidade e segurança

Localizada em um dos maiores pólos comerciais de Belo Horizonte, onde estão instalados shopping centers, supermercados e hotéis, sendo cortada pelas principais vias da cidade, como a Avenida Cristiano Machado, está uma região que não para de crescerem Belo Horizonte: a Nordeste. Sua história teve início na década de 20, e já em 1960 se expandiu urbanamente devido ao crescimento da capital.

A região, que possui 67 bairros, é divida pela Cristiano Machado. No lado esquerdo da via, no sentido bairro/Centro encontram-se grandes referências turísticas da capital como a Feira Produtores e o Minas Shopping, esse que impulsionou o surgimento de vários bairros, favorecendo o desenvolvimento da infraestrutura e dos centros comerciais no seu entorno. Em 20 anos o shopping, que teve a primeira estação de metrô na porta na cidade, ajudou a transformar a região Nordeste.

Ademar Gonçalves - Diretor da Viva Vida Imóveis

Próximos ao centro de compras estão bairros de grande destaque na cidade como o Cidade Nova, Fernão Dias e União que, junto com outros 65, formam essa macroregião urbana. Por estarem próximos ao hipercentro de Belo Horizonte, os três bairros são muito procurados por jovens, famílias vindas do interior ou de outros estados, e até mesmo por belorizontinos que desejam mais mobilidade, comodidade e segurança. “A procura é muito alta. As pessoas são atraídas para morar na região pelo fácil acesso ao centro do bairro, cerca de6 a7 km. Além da infraestrutura e as várias linhas de ônibus”, destaca Ademar Gonçalves, diretor da imobiliária Viva Vida que atua no bairro Fernão Dias.

Apesar da alta procura por imóvel na região, como casas residenciais e apartamentos para comprar e alugar, o mercado imobiliário por lá anda estável, como diagnosticou o diretor da imobiliária Incorporar, Cristiano Fernandes. Segundo ele, no Cidade Nova, um dos mais tradicionais e de status na região, a oferta é muito baixa se comparada à demanda. “Terrenos para construir não existem, as casas são escassas, mas os apartamentos costumam vender bem, desde que os proprietários atualizem o imóvel para um valor dentro da realidade“, expressa.

Rodrigo Pacheco - Diretor da Rav Imóveis

Para sanar esse obstáculo do mercado o diretor da Rav Imóveis, Rodrigo Pacheco de Mello, informa que a imobiliária usa um método diferente. “Nós vamos até o cliente por meio da prospecção. Fazemos ligações de telemarketing, vamos à rua captar imóvel e buscamos atrair parentes e amigos de antigos clientes”, detalha. Para o diretor, no bairro existem muitas ofertas, “até mais que a demanda”. Essa procura é maior nos bairros Cidade Nova e Palmares. Os imóveis mais procurados são apartamentos de três a quatro quartos, com suíte, duas vagas na garagem e elevador, custando em média de R$300 mil a R$450 mil. O lote custa em torno de R$2.200 o metro quadrado e os imóveis da região, normalmente, não oferecem opções de lazer. O público principal são famílias de classe média (B e C), com idade acima de 35 anos.

Os apartamentos medem de65 a100 metros quadrados e integram prédios pequenos, onde moram de seis a dez pessoas. São dois apartamentos por andar, com no máximo cinco andares. Apartamento residencial com conjunto grande não existe na região. Segundo Cristiano, existem apartamentos antigos e novos no bairro, mas, sem muitos lançamentos previstos. “Isso é devido à alteração da Lei de Uso e Ocupação do Solo que restringiu o potencial construtivo da região, inviabilizando novos projetos”, explica.

Morar no Cidade Nova significa também “status” por ser um bairro mais nobre, como define o diretor da Rav Imóveis. Para ele, o bairro tem perfil da Zona-Sul de Belo Horizonte. “Os imóveis são valorizados, a região possui comércio próprio, linhas de ônibus e acesso rápido ao Centro”, destaca.

Rodrigo Pacheco explica que, quando os clientes não encontram imóvel no Cidade Nova, optam por outros bairros limítrofes, como Ipiranga e União, que tem a vantagem de ter o metros quadrado um pouco mais barato. “Até as construtoras estão migrando para esses bairros, o que ajuda a impulsionar o crescimento local. No União os imóveis são mais simples e mais baratos. Os apartamentos têm até três quartos no valor de 300 mil a 320 mil reais, sem opção de lazer. As casas antigas da região são compradas por construtoras para serem transformadas em prédios. Oslotes custa em média R$1.200 o metro quadrado”, relata. Ele conta ainda que em uma parte do bairro União, chamada de Nova Cidade Nova, são encontrados imóveis mais caros, com opção de lazer, prédios novos e mais próximos dos comércios, área que, segundo ele, tem conquistado grande procura.

Fernão Dias: um bairro que promete muito crescimento

Com a construção da via 710 —uma das obras de expansão da cidade, que propõe ligar diferentes bairros sem desvio pelo Centro—, o Fernão Dias promete crescer e aumentar ainda mais sua valorização, é o que espera o diretor da imobiliária Viva Vida, Ademar Gonçalves. A proposta da via é que ela saia da Avenida dos Andradas, atravesse as avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Carlos Luz e Pedro II até a Teresa Cristina, fazendo a ponte Leste-Oeste.

O Fernão Dias é procurado por jovens, recém-casados e separados, de classe média (B e C), está bem próximo ao Cidade Nova e União. Segundo Ademar, o mercado imobiliário na região está estável, apesar da procura nos últimos três meses ter sido alta. “A gente está precisando de lançamentos. Hoje o apartamento de dois quartos na região é o mais procurado e ele está escasso”, explica. Uma deficiência encontrada na região na hora de vender casas é a falta de documentos e do Habite-se. “Com esse certificado a pessoa que vai comprar pode financiar pela Caixa Econômica Federal e por qualquer banco privado. Imóveis que não têm esse documento não conseguem o financiamento, por isso fica difícil vender”.

Ademar reforça que existem poucos terrenos para construção na região, embora a procura seja altíssima. Eles custam em média R$900 o metro quadrado.O que mais chama atenção na região é a procura por aluguel. “Eu nunca vi uma procura tão boa igual está sendo. A gente tem pouco imóvel para alugar e quando aparece um, alugamos rapidamente”, diz Ademar. Geralmente as pessoas procuram por apartamentos de dois a três quartos, com aluguel mensal na faixa de R$850, e de R$1.100. Ele conta que a maioria das pessoas que procuram por aluguel tem carro próprio e exigem apartamento com vaga na garagem.

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