Jovem mineiro cria cidade em miniatura com lixo eletrônico

Projeto concorre a nova categoria do RankBrasil e do GuinessBook

Na procura de iniciativas para reutilizar o lixo eletrônico produzido na cidade de Belo Horizonte, Rafael dos Santos Silva, estudante de Arquitetura e Urbanismo, reciclou por sete meses diversos materiais e os transformou em uma cidade em miniatura.

A ideia surgiu em janeiro. Rafael se questionava constantemente sobre o destino do lixo eletrônico na cidade e cogitou a possiblidade de aproveitar estes materiais em projetos educativos e urbanísticos. “Sempre me interessei por sustentabilidade. Eu estava sentado em casa e vi um dissipador e um pente de memória RAM, fiquei olhando e imaginei um prédio, e foi assim que aconteceu com outras peças de computador espalhadas pela casa. Pensei que seria uma ótima alternativa reciclar e reaproveitar estas peças nas minhas maquetes.” relata o estudante.

Desde então ele visitou muitas lojas de Belo Horizonte à procura de lixo eletrônico. Dissipadores, leitor de DVD, CPU, CDs, processadores, cartuchos, disquetes, modens e placas mãe foram alguns dos itens achados na recolecção.

O estudante comenta que também encontrou lixo eletrônico jogado na rua e pontos de ônibus. “Os aparelhos eletrônicos são feitos de um material nocivo para a saúde, porém a maioria das pessoas descarta isso em qualquer lugar. Nas lojas os vendedores comentaram que muitas pessoas compram lixo eletrônico, mas ninguém sabe o verdadeiro fim” alerta.

Segundo  estudo divulgado pela Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes), o Estado de Minas Gerais ocupa o terceiro lugar em geradores de resíduo eletrônico com 127,4 mil toneladas anuais, em segundo lugar está o Rio de Janeiro (165,2 mil toneladas) e encabeçando a lista está o estado de São Paulo (448 mil toneladas).

Nos próximos meses Rafael levará seu trabalho para instituições educativas na sua cidade, mas afirma que está aberto a apresentações em outros estados. Apesar das orientações de amigos, o estudante desistiu de patentear o projeto. “Não quero ter posse de nada, quero que seja algo em benefício da sociedade e à consciência sustentável”.

Saiba mais sobre lixo eletrônico: http://goo.gl/Yk589R

Fonte: Katherine Rivas, da Envolverde

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